O hospital não vai virar 5×2, mas vai sentir o fim da escala 6×1 do mesmo jeito

Em 27 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou por ampla maioria a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e substitui a escala 6×1 pela 5×2. O projeto está no Senado agora, aguardando encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça. Tudo indica que logo será aprovado e irá virar lei. 


Se você administra um hospital, é provável que já tenha ouvido alguém dizer algo como “isso não deve pegar a saúde” porque a PEC preserva as escalas de serviços essenciais, como a 12×36. E é bem possível mesmo que o seu hospital não precise reorganizar os turnos da maioria dos funcionários.


Mas o que muitos esquecem é que o teto semanal ainda vai cair de 44 para 40 horas, com uma etapa intermediária de 42h. E isso vai cobrar um preço alto na logística dos hospitais e principalmente na operação das farmácias dentro deles. 


Por que a farmácia irá sentir mais 


Diferentemente dos setores que vão conseguir reorganizar seus fluxos de trabalho, hospitais, farmácias de hospitais e laboratórios não têm tanta flexibilidade. 


Segundo o BTG Pactual, caso a PEC seja aprovada, o setor de saúde vai precisar ampliar o quadro de pessoal em cerca de 10% para manter o mesmo padrão de atendimento, com impacto estimado entre 3% e 3,5% no Ebitda (indicador de lucro operacional de empresas)


Pelo fato de serviços essenciais funcionarem 24/7, hoje, cerca de 40% das equipes operacionais da saúde já trabalham em jornadas amplas para dar conta de tudo. A farmácia concentra boa parte desse número e também acumula os processos mais intensos de mão de obra operacional: 


  • Controle e validação de estoque

  • Fracionamento e unitarização de medicamentos

  • Montagem 

  • Distribuição de prescrições


Essas funções dependem de trabalho braçal, muita atenção e cuidado 100% do tempo várias vezes ao dia. Quando a hora disponível por colaborador diminui, cria-se uma lacuna que compromete o fluxo do hospital. 


E então a gestão vê no horizonte o que parece ser a única solução: contratar mais mão de obra qualificada. 


Mas será que é mesmo a única solução? Ou será somente a mais rápida?


Bola de neve financeira?


Os Padrões Mínimos para Farmácia Hospitalar, atualizados pela Sbrafh no fim de 2025, preveem, por turno, cerca de um farmacêutico e dois técnicos/auxiliares para cada 100 leitos, além de um mensageiro e um almoxarife. 


Ou seja: como o cálculo é por posto e não por pessoa, qualquer redução na jornada individual significa mais contratações para cobrir os mesmos turnos. Isso sem considerar as faltas e ausências dos funcionários (absenteísmo), que hoje gira em torno de 4,88% ao mês.


E ainda há o custo escondido que já pressiona gestores hospitalares e será potencializado pela redução de jornada do trabalho. Você sabe do que estamos falando? 


A rotatividade.


A rotatividade média de pessoal em hospitais privados subiu 14,5% em apenas um ano (de 2,27% para 2,60%, segundo o Observatório Anahp de 2025). E cada desligamento reabre o mesmo ciclo: recrutar, treinar e manter-se disponível para auxiliar a pessoa nova até que ela alcance o ritmo da equipe e aprenda a função. Some isso às demandas que a sua equipe já tem e a necessidade de cobrir mais turnos com menos horas por colaborador, e você terá uma sobrecarga na equipe e um gargalo financeiro, operacional, assistencial e produtivo na sua instituição.


Será que existe uma solução que melhora a qualidade de vida e trabalho das equipes e não deixa a instituição ser prejudicada pela redução de jornada do trabalho?


Sim, existe. 


Mas antes, responda a pergunta: você sabe dizer o peso que estes custos e dados acima têm no SEU hospital?



O peso disso na conta do hospital 


O custo total de pessoal já representa, em média, 34% das despesas hospitalares, a maior categoria isolada de gastos num hospital, segundo o Sistema de Indicadores Hospitalares da Anahp, que reúne 273 indicadores de instituições desde 2003. 


Do outro lado, medicamentos, materiais e OPME respondem por cerca de 43% do faturamento. Não é uma linha que aceita bem quando há avarias, falta de controle de validade ou erros no manuseio humano, situações que são potencializadas sob pressão de equipe reduzida.


A solução para cada custo e cada obstáculo que a redução de trabalho poderá trazer para o seu hospital está na automação. 


Quem cresce, automatiza


Antes de entrar nessa conversa, quero que você olhe o que os dados comprovam. 


O artigo The impact of automation on workload and dispensing errors in a hospital pharmacy apontou que a automação de liberação/separação em uma farmácia hospitalar registrou:


  • Aumento de produtividade de 9,2 para 13,17 itens por pessoa/hora (uma alta de 43%)

  • Queda de 56% nos erros de liberação interceptados, de 0,64% para 0,28%


No dia a dia do hospital, a automação aparece em duas frentes


1ª | Para reduzir despesas, o tempo de deslocamento e potencializar a produtividade: 


Sistemas de transporte automatizado, como o Correio Pneumático, atuam entre a farmácia central e unidades, e tiram da equipe a tarefa de carregar itens de um lado para o outro, liberando esse funcionário para produzir ainda mais no seu turno e jornada de trabalho (algo que ficará mais escasso). 


2ª | Impacto nos processos repetitivos: 


Unitarização, montagem automatizada de prescrições e apoio à dispensação absorvem parte do volume que hoje impõe um grande custo físico e mental ao funcionário. Com essa carga reduzida, o funcionário rende mais e consegue realizar sua função com atenção e calma. 


A automação não substitui o funcionário, faz ele trabalhar mais rápido e mais eficiente durante seu turno. 


O relato de quem viveu algo parecido


Um dos hospitais parceiros da Medlux em São Paulo tem mais de 300 leitos divididos em dois prédios separados por via pública. Antes da automação, a farmácia central ficava no subsolo de um dos blocos e a dependência de elevadores e deslocamento físico entre prédios faziam com que pedidos urgentes levassem até 40 minutos para chegar. 


Depois da implantação do correio pneumático Medlux, esse tempo caiu para menos de 5 minutos e o sistema hoje movimenta cerca de uma tonelada de medicamentos e materiais por dia, sem precisar ampliar a equipe.



Medlux: tecnologia para apoiar hospitais mais seguros, eficientes e competitivos


A Medlux apoia hospitais em processos críticos da operação por meio de soluções para logística hospitalar, automação de farmácia, tratamento de resíduos e suporte técnico especializado.


São tecnologias que atuam nos bastidores, mas impactam o funcionamento diário da instituição.


Porque eficiência hospitalar não é apenas uma questão de processo. É uma forma de sustentar segurança, reputação, continuidade e valor institucional.


Fale com a equipe Medlux e conheça nossas soluções para a rotina hospitalar.



Fontes: 


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