Correio pneumático hospitalar: como hospitais de grande porte resolvem os gargalos do transporte interno

Uma amostra precisa atravessar dois blocos, três elevadores e um corredor só para chegar ao laboratório. Um medicamento urgente depende de alguém correr da farmácia até a UTI, torcendo para o elevador estar livre. 

 

Em hospitais de grande porte, com muitos blocos e dezenas de setores, esse tipo de deslocamento pode criar um gargalo e afetar toda a instituição. 

Gargalos em hospitais de grande porte

A distância entre origem e destino é o primeiro gargalo, mas não o único. Quanto mais materiais circulam, mais a operação depende de indicadores de atendimento e mais evidente fica a falta de rastreabilidade: sem registro automático, é difícil saber com precisão que horas um item saiu, quanto tempo levou no trajeto e quando chegou ao destino, informação crítica em auditorias internas.


Setores como UTI e centro cirúrgico são ainda mais complexos pois cada entrega feita à mão exige controle de entrada (o que eleva o risco de contaminação para quem faz o transporte e para quem está internado). Em unidades mais verticais, há o uso constante de elevadores, e nas instituições com vários blocos, além da distância física, há também a distância entre os prédios. 

 

E enquanto esse trajeto é feito, amostras são expostas a trepidação, variação de temperatura e demora

Onde esses gargalos pesam 

 

Na farmácia e no laboratório hospitalar, a dispensação de medicamentos costuma se dividir em:

 

  • Urgência e emergência
  • Rotina, ligada às prescrições 
  • Mapas de medicamentos programados
  • Reposições e alterações 

 

Mas é na urgência/emergência e nas reposições/alterações que o transporte pneumático pode gerar o maior ganho. Primeiro, porque o deslocamento de um profissional é mais demorado e menos conveniente em setores de emergência, pois possuem normas específicas e alto controle infectante. Segundo, porque o envio direto entre farmácia e unidade evita interrupções nas demandas da equipe.

 

No laboratório, o problema aparece nas etapas do paciente que está esperando no pronto atendimento: triagem, avaliação médica, solicitação do exame, coleta, identificação, transporte da amostra, análise, validação e liberação do resultado. O que mede esse fluxo é o TAT (Turnaround Time), ele calcula o tempo entre dois pontos. Aqui, o correio pneumático atua reduzindo o tempo de espera e transporte da amostra até o laboratório, o que pode melhorar o TAT e antecipar a liberação do resultado ao médico.

Como funciona o correio pneumático 

 

O sistema conecta os setores por uma rede de dutos com funcionamento parecido ao de uma linha de trem. Conforme o sistema expande, ele passa a ser dividido para que vários envios aconteçam ao mesmo tempo com segurança.

O que muda na prática?

 

Os ganhos costumam aparecer logo após a implantação. Como o sistema separa, registra e despacha imediatamente, a equipe que depende daquele material pode começar a trabalhar assim que ele chega, sem esperar por rondas, turnos ou horários fixos de entrega.

 

Outros efeitos aparecem na rotina do prédio inteiro: com menos mensageiros pelos corredores, a sensação de movimentação diminui e a disponibilidade dos elevadores aumenta. Setores como a farmácia central deixam de ter fluxo intenso de pessoas retirando material e os indicadores de tempo de entrega de medicamentos de urgência ou o TAT de recepção de amostras tendem a cair e permanecer baixos já no primeiro mês de uso.

Três setores, trezentos metros, zero variação nas amostras

O correio pneumático não precisa percorrer grandes distâncias para ser uma solução eficaz. É o caso de um dos nossos clientes, um grande hospital universitário que implementou em 2016 o sistema, conectando inicialmente apenas três setores: urgência e emergência, laboratório central e laboratório de gasometria. A distância era cerca de 300 metros um do outro.

 

Além do tempo poupado no transporte de um setor que lida com grande volume diário de amostras, a implantação trouxe outros ganhos: 

 

  • Redução do fluxo de colaboradores em circulação
  • Menor entrada e saída de pessoas nos laboratórios
  • Padronização do transporte
  • Testes de validação com ausência de variações significativas nas amostras transportadas, inclusive nas de gasometria, exame reconhecidamente sensível a esse tipo de deslocamento

O que é importante saber antes de implementar o correio pneumático

 

O transporte pneumático pode ser implantado em instituições de qualquer escala, em construção ou já 100% funcional. O primeiro passo é entender quais setores precisam compor a rede e quais materiais serão transportados. 

 

A partir daí, o projeto considera um espaço para a casa de máquinas onde ficarão os equipamentos responsáveis pelo funcionamento do sistema; essa estrutura varia conforme a complexidade da rede e, dependendo da planta do hospital, pode ser dividida em mais de uma casa de máquinas sem prejuízo ao funcionamento. Por fim, é preciso definir onde as estações de envio e recebimento de cada setor serão instaladas.

Tecnologia ajustada à sua operação

 

Esse tipo de sistema inclui um período de operação assistida e suporte dedicado a ajustar a rede à realidade e rotina de cada hospital, como as velocidades de transporte, minuciosamente calibradas para evitar qualquer dano, prioridades de envio e endereços/permissões de recepção de cada estação.

 

Num hospital de grande porte onde distância, volume e complexidade se multiplicam a cada setor novo, a capacidade de adaptar-se ao layout é o que diferencia uma automação hospitalar de verdade: o sistema se adapta à logística hospitalar já existente, em vez de forçar a operação a se adaptar a ele.




Medlux: tecnologia para apoiar hospitais mais seguros, eficientes e competitivos

A Medlux apoia hospitais em processos críticos da operação por meio de soluções para logística hospitalar, automação de farmácia, tratamento de resíduos e suporte técnico especializado. São tecnologias que atuam nos bastidores, mas impactam o funcionamento diário da instituição.

 

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Quem administra um hospital sabe: esse modelo tem um custo relevante financeiramente e logisticamente para a instituição. 

E se existisse uma tecnologia para fazer este tratamento com segurança e agilidade dentro do próprio hospital? 

A alternativa chegou há alguns anos no Brasil e já tem sido a principal escolha de gestores hospitalares do país: o tratamento on-site.

O que é o tratamento on-site de resíduos hospitalares

On-site significa “no local” em inglês, ou seja, este tratamento é feito em um equipamento compacto, automatizado e desenvolvido para operar especificamente dentro de hospitais. A instituição trata internamente resíduos das classes A e E, e continua a parceria com terceirizados para o restante.

No modelo tradicional, o resíduo infectante percorre um longo caminho: é separado, acondicionado, coletado internamente, armazenado, transportado pela equipe terceirizada até a unidade de tratamento e, só então, recebe a destinação final. 

Estas etapas custam estrutura e o tempo do hospital. E, enquanto esse fluxo acontece, o material com risco biológico continua circulando dentro e fora da instituição.

O tratamento on-site encurta o fluxo.

Por que escolher o tratamento on-site?

A resposta vai além da biossegurança ou da possibilidade de economizar, pois o modelo otimiza a gestão hospitalar de maneira 360º: 

→ O hospital controla quando o resíduo será processado, em vez de depender da agenda do prestador do serviço

 

 

→ O tratamento acontece durante a rotina, com flexibilidade de volume e horário, sem precisar esperar a próxima janela de coleta

 

 

A Sterilwave, solução que faz este tratamento, reduz o volume do resíduo em até 85% e o peso em até aproximadamente 25%, diminuindo significantemente a quantidade de material armazenado e transportado

Processos 100% elétricos, sem uso de água ou químicos, e sem geração de efluentes líquidos, alinham a operação às políticas ESG cada vez mais monitoradas por acionistas, investidores e pelo mercado da saúde

O melhor equipamento para gestão de resíduos hospitalares

No Brasil, a solução de tratamento on-site mais completa e eficiente do mercado é a Sterilwave. Este é o único equipamento que faz, no mesmo ciclo, duas etapas que acontecem separadas em outras tecnologias: a trituração e o tratamento por micro-ondas dos resíduos hospitalares. 

Por contar com diferentes capacidades e configurações, a Sterilwave pode atender desde clínicas e hospitais de pequeno porte até grandes complexos hospitalares. Sua instalação exige áreas relativamente compactas, que variam de aproximadamente 12 m² em aplicações de pequeno e médio porte, até cerca de 45 m² para unidades de maior capacidade.

Essa tecnologia oferece flexibilidade de implantação e pode ser instalada em clínicas, farmácias, navios e contêineres, assim como integrada a caminhões ou veículos tipo baú para operações que exijam mobilidade. 

Como funciona?

O material sai da Sterilwave totalmente seco, esterilizado e descaracterizado, reduzido em até 85% de volume e 25% de peso. Os ciclos ficam registrados e possuem rastreabilidade de cada lote tratado. 

A OMS reconhece a esterilização por micro-ondas como uma tecnologia de referência internacional e essa credibilidade tem impulsionado a decisão pelo modelo. 

Como qualquer equipamento para gestão de resíduos hospitalares, a aplicação da Sterilwave precisa observar as categorias de resíduo compatíveis, o PGRSS da instituição e as condições estabelecidas pelos órgãos ambientais e sanitários. 

Tecnologia a favor do seu hospital

Poucas soluções podem impactar operação, finanças e biossegurança na mesma tacada quanto o tratamento on-site.

Tratar o resíduo com segurança usando o equipamento mais capacitado dentro do próprio hospital significa mais agilidade na rotina, mais produtividade e uma possibilidade real de economia.

A responsabilidade pelo resíduo não deixou de ser do hospital. A diferença é que, agora, ele pode escolher onde tratá-lo.

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